terça-feira, 30 de junho de 2009

Casos Extremos

Fábio Coentrão, nascido em Vila do Conde em 11-03-1988 (21 anos) onde começou a sua carreira desportiva no Rio Ave, rapidamente focou atenções em si, sobretudo devido à sua velocidade, técnica e habilidade de um pé esquerdo acima da média. Em 2007 assina pelo Benfica, após ter sido dos jogadores com melhores exibições no mundial sub-20, no entanto, poucos jogos efectuou na Luz e com a abertura do mercado de Dezembro rumou à Choupana onde acabou por realizar uma época acima da média pelo Nacional, finalizada com chave de ouro ao marcar dois golos no Estádio do Dragão. Na época seguinte, com Quique Flores nos comandos do Benfica nem teve a oportunidade de cumprir a pré-época, sendo emprestado ao Saragoça devido ao negócio da compra de Pablo Aimar. Curta foi a sua estadia em Espanha uma vez que nunca chegou a ser utilizado, devido em grande parte ao facto de ter sido apanhado na diversão nocturna local em horas consideradas impróprias, em sua defesa alegou que não sabia que era contra os estatutos do clube. Mais uma vez, o jovem atleta português mudou de ares em Dezembro, mas desta vez voltou para a casa de partida: O Rio-Ave, que conseguiu a proeza da manutenção e muito ficou a dever para tal, ao talento de Fábio Coentrão.















Vieirinha, nascido em Guimarães em 24-01-1986 (23 anos) fez a sua formação no futebol Clube do Porto onde demonstrou ter potencial para altos voos, sobretudo em exibições pelas selecções jovens por onde se sagrou campeão Europeu de sub-17, tendo sido eleito como uma das mais promissoras estrelas do futebol luso com o seu futebol veloz, habilidoso e de encher o olho dos mais exigentes observadores de talentos. Na época de 2006/2007 de dragão ao peito foi pouco utilizado por Jesualdo Ferreira, tendo efectuado apenas 9 jogos, maioritariamente como suplente utilizado. Na época seguinte foi emprestado ao Leixões onde foi bastante utilizado mas sem ter sido extremamente influente, onde se mostrou um pouco pesado fisicamente e com pouca vontade a nível psicológico. Nesta época transacta rumou a terra Helénicas, representado também por empréstimo o PAOK, foi escolha constante do nosso conhecido Fernando Santos e acabou por realizar uma boa época.
















O que tem em comum estes dois jogadores? Para além de ambos serem jovens, demonstrarem um enorme potencial e ocuparem a posição de extremos, ambos tem adiado a sua afirmação em passarem de promessas a certezas e isto deve-se em grande parte a eles próprios. Talvez não tenham tido as oportunidades merecidas nos clubes que os tem emprestado, no entanto e verdade seja dita, quando tem oportunidade para o fazerem acabam por a desperdiçar, seja por tiques de vedeta, imaturidade, fraca personalidade competitiva ou factores externos ao futebol. Incontáveis são os nomes que em jovens prometiam mundos e fundos mas nunca se chegaram a afirmar, no caso destes dois extremos esta época provavelmente terão a oportunidade de uma vez mais se mostrarem e se decidirem de uma vez por todas se desejam ser figuras de destaque na liga portuguesa e no futebol Nacional ou se desejam apenas ser mais duas promessas que não passaram de tal.

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