domingo, 9 de agosto de 2009

Paços de Ferreira

Apesar de falhar a primeira competição onde entrou nesta temporada e de, até ao momento, estar a perder no encontro da Supertaça, o Paços de Ferreira de Paulo Sérgio volta a mostrar credênciais para ser uma equipa de destaque na próxima liga portuguesa...com os reforços todos a chegarem a custo zero. Bom olho na observação dos jogadores e nova mostra de qualidade por parte do treinador.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Olha que boa oportunidade

Com a confirmação da ida de Ibrahimovic para o Barcelona, a Liga Espanhola vai ter na próxima época um motivo extra de interesse: A luta pelo título de melhor jogador do Mundo. De um lado temos Messi e o avançado sueco e do outro Cristiano Ronaldo e Kaká. A particularidade que faz com que este «campeonato» ganhe outra importância é o facto de, agora, todos jogarem contra os mesmos adversários. Ou seja, não poderão haver desculpas de um jogar num campeonato mais forte, outro defrontar adversários mais limitados, etc... Todos partem em igualdade de circunstâncias, sendo que Lionel Messi terá uma ligeira vantagem por ser mais conhecedor do campeonato.
Deste quarteto, Kaká e Messi são os jogadores que mais admiro. O brasileiro é um fantástico jogador de futebol, enquanto o argentino é, talvez, o mais genial que tive o prazer de ver jogar. Em relação a Cristiano Ronaldo, considero que o português vai ter mais dificuldades para brilhar em Espanha do que teve em Inglaterra. Não só porque vai jogar numa equipa feita do zero, mas também porque não vai ter 10 colegas de equipa a jogar para ele, como quase sempre acontecia em Manchester. Dos quatro, Ibrahimovic é o jogador que mais tem evoluído nos últimos anos. Não é o ponta-de-lança mais completo do Mundo (esse é Fernando Torres), mas tem talento para dar e vender. Sem a pressão de ter que carregar uma equipa às costas, Ibrahimovic até é capaz de fazer mais em Barcelona do que fez no Inter. A Liga Espanhola 2009/2010 promete, e de que maneira...

domingo, 26 de julho de 2009

Escrete Luso


Há uns dias atrás surgiu a notícia que Liedson terá redigido uma carta onde demonstrou o interesse e disponibilidade em ser convocado para a Selecção Portuguesa. Pessoalmente as naturalizações fazem me confusão, não é devido a um Nacionalismo exagerado, tradicionalismo, xenofobia ou preferência clubista, no entanto observar a Selecção do Japão e deslumbrar no meio de nomes tradicionais Nipónicos como Nakumara, Nakata ou Inatamoto, o nome Alex faz me confusão. São tantos os casos até nas principais Selecções Europeias, a Espanha que possui um dos mais fortes (se não o mais forte) meio campo tem como trinco o naturalizado Senna, a Itália o Camoranesi e na França abundam nomes Africanos.
Não ponho em causa o valor de Liedson, que é enorme, assim como nunca pus em causa o valor de Deco ou Pepe, no entanto apesar da zona que o franzino atleta ocupa em campo, se demonstrar uma das grandes lacunas da era Queiroz, não me parece que naturalizar um jogador de 32 anos seja a melhor solução e acima de tudo preocupa-me a identidade do nosso futebol,.que caminha a largos passos para se tornar uma equipa de jogadores rejeitados pela CBF, que nunca hão de saber sentir o peso da camisola das quinas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma questão de Ética e não só...



Domingos Paciência aos 40 anos de idade, apresenta ainda uma curta carreira como treinador mas no entanto com uma evolução interessante. Na época de 2006/2007 deixou o Leiria num confortável 7º lugar, prosseguiu o seu trabalho mudando de ares para Coimbra onde tomou o leme da Académica, conseguindo terminar no 12º lugar, atingindo confortavelmente o objectivo da manutenção. Na época seguinte, ainda na Briosa, repetiu que já tinha feito com o Leiria, chegou ao final da epoca em 7º lugar.

Com a contratação de Jorge Jesus para o Benfica, Domingos foi o eleito para assumir o controlo do futebol Bracarense, tendo pela primeira vez objectivos mais ambiciosos mas proporcionalmente mais exigentes, pondo à prova as suas capacidades.

A pré-época em Braga tem sido marcada pelos deselegantes comentários de Domingos, que tem colocado criticas ao trabalho do seu colega e antecessor Jorge Jesus (que por coincidência é o actual treinador do Benfica), afirmando repetidamente que o trabalho deste poderia ter sido melhor em todas as competições, isto é, poderia ter sido melhor do que o 5º lugar conquistado na Liga, do que a eliminação na Taça de Portugal frente ao Nacional da Madeira na 4ª eliminatória ou até melhor do que a surpreendente (pelos vistos só foi surpreendente para alguns) caminhada na Taça UEFA, atingindo os oitavos de final, onde foi eliminado frente ao PSG. Para além de, como já referi anteriormente, estes comentários se apresentarem deselegantes e demonstrarem uma falta de ética, qui ça respeito para com o seu colega de profissão, vem também colocar sobre o trabalho do jovem treinador, a exigência de fazer melhor que o seu antecessor e neste caso ou triunfa conseguindo acabar o campeonato em 4º lugar, efectuando uma óptima prestação na Taça de Portugal e atingindo no mínimo os quartos de final da Liga Europa, o que não se adivinha nada fácil, ou então como diz o povo “pela boca morre o peixe” e observando o histórico de dispensas dos treinadores do SC de Braga que sucederam o bom trabalho de Jesualdo Ferreira até ao bom trabalho (ou medíocre depende do ponto de vista) de Jorge Jesus, surgem os nomes de: Carlos Carvalhal, Rogério Gonçalves, Jorge Costa e Manuel Machado o que deveria dar razões para Domingos não cuspir para o ar.

O que fica no ar é qual a razão que um promissor treinador, o mesmo que quando treinava o Leiria, num jogo frente ao clube onde fez carreira como jogador, perante a expulsão de um jogador do adversário (adversário do Leiria e não de Domingos), estava a olhar para o chão e não conseguiu deslumbrar a agressão que acontecera a uma distância de 3 metros, tem para criticar o trabalho do seu antecessor (mais uma vez refiro que por coincidência é o actual treinador do Benfica) que nunca teve qualquer conflito, pelo menos que seja publico, com este?




segunda-feira, 20 de julho de 2009

Quem ri seus males espanta

O sorteio da Liga Sagres decorreu num ambiente de boa disposição, numa cerimónia de encher o olho, em que houve espaço para um pouco de tudo.
Depois um jogo de futsal entre velhas glórias, no qual Oceano trocou de lugar com Vítor Pereira e, em jeito de brincadeira, Luís Figo teve que ser convidado a participar por falta de um jogador, o calendário 2009/10 foi estabelecido através de uma sessão de grandes penalidades com bolas numeradas, formando no final a sequência de números correspondente a uma de entre mais de 11 milhões de combinações possíveis de jogos.
Pelo meio, até Neno cantou! Foi sem dúvida o sorteio mais excêntrico que o campeonato português conheceu, mas tantos sorrisos e boa disposição não devem disfarçar o triste cenário do sorteio da Liga Vitalis, dias antes.
Um clube foi sorteado à condição, e dois lugares ainda não estavam preenchidos devido às despromoções na secretaria de outros tantos emblemas, havendo até quem questionasse se a Liga se disputaria com todos os 16 clubes.
É certo que por estes dias tudo caminha para a normalidade, mas será que não houve mesmo tempo para decidir sobre todos os casos pendentes de uma época que terminou em Maio, ao menos para que o sorteio se realizasse como deve ser?
É a imagem do futebol português que está em causa, mas assim não estamos no bom caminho.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Vitória de Setúbal 2009/2010

O Vitória de Setúbal apresenta nesta pré-época, uma politica de contratações invulgar, em grande parte devido aos seus conhecidos problemas financeiros, mas também recai algum peso nessa opção para o o estreante treinador Carlos Azenha.

Alvo de vários elogios, Carlos Azenha apresenta-se como jovem, promissor e ambicioso, tendo o seu ano de estreia como treinador principal, no histórico clube Sadino onde espera cumprir uma época tranquila longe dos lugares de despromoção, confirmando as potencialidades que evidenciou como adjunto de Jesualdo Ferreira. A tarefa não se adivinha fácil uma vez que a situação financeira do V. Setubal não é a melhor e os poucos jogadores que faziam parte dos quadros do Clube foram dispensados, tendo como justificação a diminuição dos encargos salariais para equilibrar o orçamento da nova época. Do plantel da época passada apenas se mantiveram Brigues, o jovem Regula, Elias, o veterano Sandro, Bruno Ribeiro e Moisés. No que diz respeito a contratações, foi tomada uma politica ousada mas contudo consciente dos problemas financeiros, o clube optou por se reforçar sobretudo com nomes oriundos de escalões secundários do futebol português, nomes como: Luis Carlos (Médio de 26 anos, ex- Estoril), François (Defesa de 19 anos, ex- Boavista), Matos (GR de 30 anos, ex- Varzim), Pimenta (Avançado de 24 anos, ex- Sp.Covilhã), Djikiné (Médio de 22 anos, ex- Sp.Covilhã), Lourenço (Médio de 29 anos, ex- Beira Mar), Bruno Monteiro (Médio de 24 anos, ex- Boavista) e Vasco Varão (Médio de 27 anos, ex- Fátima). Vieram ainda do desqualificado Estrela da Amadora, Rui Varela (Avançado de 25 ano) e Adul Baldé (Avançado de 20 anos). Adquiriu no estrangeiro: Miguel Rosa (GR de 30 anos, ex- Ayamonte da 3ª divisão Espanhola), Keita (Avançado de 26 anos, ex- AEP do Chipre) e Alan (Defesa de 21 anos, ex- Arapongas da 2ª divisão Brasileira). Por fim, como vem sendo hábito, recebeu por empréstimo do FC Porto, os já conhecidos de Azenha: Kazmierczak (Possante Médio de 27 anos). Hélder Barbosa (Médio de 22 anos) e André Pinto (Central de 19 anos); e por empréstimo do SL Benfica: Ruben Lima (Defesa Esquerdo de 19 anos).


Talvez possa ser arriscada a política de aposta em atletas que não possuem experiência na competitividade e exigências da 1ª Liga, no entanto vários nomes surgiram de ligas inferiores tornando-se jogadores de referência a nível nacional, casos como César Peixoto ou Vítor Paneira. Apostar maioritariamente em jogadores Nacionais, jovens e ambiciosos poderá trazer largos benefícios, uma vez que apresentam humildade e acima de tudo uma enorme vontade de se mostrarem no maior palco do futebol Português, o tempo dirá, no entanto, a nível pessoal quero acreditar que esta é uma boa aposta.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A ilusão «leonina»

Nos últimos dias temos lido/ouvido/visto alguns jogadores do Sporting a dizer que os «leões» são os mais fortes candidatos ao título porque mantiveram todos os jogadores do plantel da época passada, com excepção de Derlei, ao contrário dos rivais que sofreram algumas alterações nos respectivos plantéis: O FC Porto, que perdeu Lucho e Lisandro e está em vias de perder Cissokho e Bruno Alves, foi quem mais mexeu na estrutura, enquanto o Benfica não deverá continuar a contar com Reyes, o melhor jogador dos «encarnados» na época 2008/2009.
Mas será mesmo que o Sporting está na «pole-position» para evitar que os «dragões» conquistem o pentacampeonato? Na minha opinião, não. E a justificação até é simples. O plantel às ordens de Paulo Bento não tem qualidade para tal. Ter só Moutinho, Vukcevic, Liedson e, agora, Matias Fernandez não é suficiente para ser número 1 em Portugal. Sou um dos que tem defendido que Paulo Bento tem feito alguns milagres com os jogadores que tem à sua disposição e ser campeão nacional com o actual plantel seria isso mesmo...um milagre. No fim da época, cá estarei para confirmar a minha ideia, ou para dar o braço a torcer.
No outro lado da segunda circular mora um Benfica quase igual ao da época passada, mas com a vantagem de ter Jorge Jesus no banco. Mais do que a qualidade como treinador, JJ tem uma ambição enorme de levar o Benfica ao título e provar, definitivamente, se é um grande treinador, coisa, que na minha opinião, ainda não mostrou. Em relação ao plantel, e tendo em conta o sistema de jogo em que Jesus vai apostar (4x1x3x2), considero que os «encarnados» estão mais fortes do que na época passada. É certo que sairam Reyes e Suazo, mas chegaram Saviola, Ramires...e Di Maria (a não ser que os dois jogos já realizados tenham sido «fogo de vista»). Patric está tapado pelo indiscutivel Maxi Pereira e o outro reforço, Shaffer, tem que mostrar mais, embora a concorrência para o lado esquerdo da defesa não seja muito exigente. Por outro lado, vamos ter Aimar na posição onde pode fazer (toda) a diferença. Ao Benfica continua a faltar um guarda-redes que garante 10/15 pontos por campeonato.
O tetracampeão, FC Porto, e Jesualdo Ferreira terão um grande teste às suas capacidades. Sem Lucho e Lisandro, os «dragões» reforçaram-se muito, falta saber se bem. Beto, Miguel Lopes, Varela e Maicon vieram para o banco, enquanto Álvaro Pereira, Belluschi e Falcão vão lutar pela titularidade. Seria imprudente dizer que o FC Porto está mais fraco, apesar de terem perdido duas grandes referências (para já) e já adaptados ao futebol português. As três contratações mais sonantes estão bem referenciados, mas podem precisar de tempo para se adaptarem (Lisandro é o exemplo mais flagrante), sendo, por isso, três incógnitas. Da última vez que houve mexidas profundas na equipa, nomeadamente ao nível das saídas, os «dragões» viveram uma época complicada e praticamente ofereceram o título ao Benfica...