domingo, 17 de maio de 2009

Ronaldo, a lei do mais forte

Por Pedro Santos


Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, 24 anos, eleito como o melhor jogador a nível mundial, celebrou ontem em Old Trafford, o seu terceiro título consecutivo pelo Manchester United. Muitos são os que afirmam que esta época o internacional português tem estado aquém das expectativas, no entanto os números falam por si. Venceu a Supertaça de Inglaterra, o Campeonato Mundial de Clubes, a Taça da Liga, a Premiership, dia 27 de Maio em Roma vai disputar, frente ao poderoso Barcelona, a final da Liga dos Campeões e pelo segundo ano consecutivo pode-se sagrar como o melhor marcador no Campeonato Inglês, tendo marcado 18 golos, mais um do que o francês Anelka. Além do mais, Cristiano Ronaldo surge sempre nos momentos decisivos, marcou na 2.ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões frente ao Inter de José Mourinho, decidiu o jogo no dragão, nos quartos de final frente ao Futebol Clube do Porto e ainda bisou na 2.ª mão da meia-final frente ao Arsenal.

Goste-se ou não, Cristiano Ronaldo não é detentor de um pé esquerdo semelhante ao de Messi, que espalha magia sem demonstrar o mínimo esforço; não marca livres tão espectaculares como os de Juninho Pernambucano; nem possui o jogo aéreo de Luca Toni. No entanto exibe enorme habilidade ambidextra capaz de levantar estádios, remata também com ambos os pés, é um brilhante marcador de bolas paradas e possui um jogo aéreo invejável (especialmente para um extremo). Com o seu 1.85 cm e 75 kg demonstra muito provavelmente o físico ideal para a posição que ocupa, é velocíssimo, tem uma elevação fantástica (quem não se recorda do golo marcado à Roma na época passada?!), pouca pré-disposição a lesões e um porte muscular que lhe oferecem todas as características anteriores e ainda lhe permite enorme resistência ao choque. Podemos encontrar vários jogadores com características individuais isoladas, superiores às de Cristiano Ronaldo mas a sua grande vantagem é o todo, é o facto de actualmente ser o jogador mais completo que existe, não só devido ao seu talento inato mas sobretudo devido ao trabalho diário que ao longo da sua curta carreira lhe permite atingir o nível que exibe nos relvados. Parabéns Ronaldo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Belenenses, a queda de um histórico

Por Pedro Santos

Sendo o Belenenses um clube de forte tradição no futebol Português, considerado, em tempos, como o 4.º grande, detentor de um palmarés invejável onde se inclui: um Campeonato Nacional e três taças de Portugal. Emblema histórico onde se distinguiram nomes como o saudoso Matateu, o Vicente ou até o Pietra que mais tarde se mudou para os ares da Luz, torna-se deplorável para qualquer amante do desporto Rei, assistir ao seu actual estado.

Vítimas de anos acumulados de má gestão com orçamentos consumados em cima do joelho, com números irrealistas para uma realidade financeira demasiado curta. Uma direcção desorganizada e com deficiências em todas as suas áreas desportivas, recrutamentos realizados por dvd’s com os melhores momentos de jogadores sul-americanos de qualidade (se é que se poderá empregar tal palavra) mais do que duvidosa, ou melhor dizendo, ninguém encerra a mais pequena duvida que estes não possuem qualquer tipo de qualidade, tendo como conseguinte maus resultados desportivos, meses de ordenados em atraso, desapontamento geral da massa associativa, imperando cada vez mais o vazio das bancadas. E assim vai o Belenenses nos dias que correm!

Infelizmente não é caso único no nosso futebol, e observando um passado recente, temos o exemplo do também histórico Boavista, que continua a cair em queda livre, o popular Salgueiros que actualmente se intitula como Salgueiros 08 e enche bancadas na divisão distrital. Mas vários são os exemplos. Quem não se recorda do Farense? Campomaiorense? Alverca? Tudo casos palpáveis da mentalidade medíocre dos dirigentes portugueses. Torna-se urgente assumir orçamentos congruentes com a realidade e possibilidades dos clubes, reforçando-se com atletas de preço e salário apropriado. E para quando uma aposta real nas formações? No caso concreto do Belenenses, temos jogadores como o Rolando, Ruben Amorim e até o Mano, tudo atletas da formação, com valor inquestionável, que vieram acrescentar algo ao clube, não foram adquiridos por valores irreais nem usufruíram de salários elevados, que no final de tudo ainda permitiram algum encaixe financeiro e com toda a certeza que sentiram mais a camisola do que qualquer outro jogador estrangeiro e não querendo com isto ser xenófobo.


Ventos de mudança se aproximam, Viana de Carvalho foi eleito como o novo presidente para o emblema de Belém e com ele esperamos que surja também uma nova mentalidade que ajude a equilibrar e a colocar o clube na posição que a sua história exige.